Você conhece a Medicina da Dor?


Você já ouviu falar sobre a Medicina da Dor? Ainda não? A Medicina da Dor é a área da medicina dedicada exclusivamente ao alívio da dor e à melhoria da qualidade de vida dos pacientes que convivem com a dor crônica. Embora, desde sempre, a dor seja uma condição que afeta todas as criaturas, essa especialidade médica de controle da dor é relativamente nova e, surpreendentemente, ainda pouco conhecida. A Medicina da Dor é uma das áreas de atuação da Anestesiologia que, além de todos os tratamentos convencionais disponíveis, também pode se utilizar de procedimentos minimamente invasivos, tanto para diagnosticar quanto para tratar os mais variados tipos de dor.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 80% da população mundial sofre com algum tipo de dor e 30% sente seus efeitos de forma crônica sendo, geralmente, muito difícil precisar o exato momento em que uma dor deixa de ser considerada aguda para, então, passar a ser considerada como crônica. Os critérios diagnósticos mais utilizados definem a dor crônica como aquela dor persistente com duração mínima de 3 a 6 meses, no entanto, critérios atuais mais flexíveis já a descrevem como sendo aquela dor que se estende para um período de tempo superior ao esperado para a sua cura.

Muitas vezes, conviver com a dor crônica se torna uma difícil e longa jornada que, em muitos casos, começa como um problema aparentemente simples mas que, aos poucos, parece não ter fim. Entre as principais causas de dores crônicas, que podem ser bem tratadas pela Medicina da Dor, estão: a dor lombar ou lombociatalgia (causada, na maioria dos casos, pela hérnia de disco lombar); a dor cervical ou cervicobraquialgia (causada, na maioria dos casos, pela hérnia de disco cervical); a fibromialgia e a síndrome dolorosa miofascial; os mais variados tipos de cefaléia, como a enxaqueca, a tensional, a miogênica, a em salvas, entre inúmeras outras; as dores de origem reumatológica, muitas relacionadas aos esforços repetitivos, como a artrite, a artrose, a bursite, a tendinite, a capsulite, a fasceíte, entre tantas outras também; a dor oncológica, aquela causada pelo câncer; e as dores neuropáticas, ou seja, aquelas causadas pela lesão direta de algum nervo, como a neuropatia do nervo trigêmeo, a neuropatia do nervo ciático, a neuropatia diabética, a neuropatia pós-herpética, a neuropatia pós-AVC, a dor do membro fantasma (após amputações), e a Síndrome Dolorosa Complexa Regional.

Já é esperado que uma dor que se estende por um período de tempo maior do 3 a 6 meses não tenha uma resolução simples. O tratamento preconizado é sempre o interdisciplinar, envolvendo vários profissionais de diversas áreas da saúde, sendo todo esse processo de tratamento muito melhor conduzido pela Medicina da Dor, ou seja, pelo médico realmente especialista no tratamento da dor crônica. Todo o tratamento começa a partir de uma consulta médica especializada, onde será definido uma estratégia individualizada para cada paciente, ou seja, um programa de analgesia direcionado para a dor em questão, que pode envolver: diversos tipos de medicamentos (analgésicos comuns, analgésicos opióides, anti-inflamatórios, antidepressivos, anticonvulsivantes, entre tantos outros possíveis); procedimentos minimamente invasivos, para complementar tanto o diagnóstico quanto o tratamento, como a radiofrequência e os bloqueios anestésicos; reabilitação motora através de fisioterapia e/ou atividades físicas individualizadas e alvo-direcionadas; psicoterapia e técnicas de relaxamento.

Apesar de ser um problema de difícil solução, a dor crônica pode ser muito bem gerenciada pela Medicina da Dor, com o objetivo de aliviar a dor e de recuperar a qualidade de vida perdida pelos pacientes que sofrem com a dor há tanto tempo e que, muito frequentemente, já se encontram desesperançosos, pois já procuraram vários outros profissionais anteriormente sem alcançar os resultados minimamente esperados. Portanto, não perca o seu tempo, não atrase o seu diagnóstico e não comprometa o seu tratamento, procure diretamente por um médico que seja especialista no assunto, que realmente saiba muito bem como diagnosticar e tratar a sua dor. Chega de dor, coloque um ponto final na sua dor! Agora em Londrina, um novo conceito no tratamento da dor para toda a região norte do Paraná.

O Dr. Fábio Trevisan, é médico formado pela Universidade Estadual de Londrina, possui especialização em Anestesiologia e em Medicina da Dor, é portador do Título de Especialista em Anestesiologia (RQE 12560) e do Certificado de Atuação na Área da Dor (RQE 19669) e, atualmente, é um dos pesquisadores do Programa de Mestrado e Doutorado em Ciências da Saúde no Hospital Sírio Libanês (São Paulo/SP) e um dos docentes da Especialização em Controle da Dor e Medicina Paliativa na Centro Universitário Uningá (Maringá/PR).

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